Arquidiocese de Fortaleza homenageia Dom José Luiz

A edição do mês de março do Boletim Informativo da Arquidiocese de Fortaleza, publicado pelo Secretariado de Pastoral, dedica uma bela página de gratidão e homenagem ao nosso Bispo Diocesano Dom José Luiz Ferreira Salles, em reportagem assinada por Miguel Brandão.
Veja abaixo a homenagem na íntegra.

            O Secretariado de Pastoral, as Pastorais Sociais, a Pastoral da Comunicação, as diversas pastorais ligadas à Dimensão Missionária, as pastorais e grupos que compõem o setor Juventude, os padres e as religiosas que o procuravam muito para pedir aconselhamento, para convidá-lo para celebrações ou encontros, grupos da sociedade cearense e dos meios decomunicação que o buscavam em algumas situações em que a presença da Igreja era importante, todos iremos sentir a sua ausência. Obrigado, Dom José Luiz. O senhor é muito bom, muito santo, sempre presente. Preza aos céus que Dom José Antonio, arcebispo de nossa igreja arquidiocesana, ganhe logo um outro auxiliar tão bom, tão santo e tão presente como foi dom José Luiz. 
           Praza aos céus que Dom José Antonio, arcebispo de nossa igreja arquidiocesana, ganhe logo um outro auxiliar tão bom, tão santo e tão presente como foi dom José Luiz e que junto com dom Rosalvo o auxilie no pastoreio da Arquidiocese de Fortaleza. 
         A celebração de posse será no dia 14 de abril, às 17 horas, na Catedral Diocesana de Santa Águeda, em Pesqueira - PE. 

          Para homenageá-lo transcrevemos aqui alguns trechos de sua entrevista a um repórter do Jornal do Comércio do Agreste, no calor da sua transferência: 

Sobre sua vida 
          Nasci a 23 de janeiro de 1957, na cidade de Itirapina (SP). Sou filho de Luiz Ferreira Salles (falecido) e Abigail Aparecida Leme Soares Salles. Em 1970 entrei para a Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas). Fiz minha profissão religiosa em 31 de janeiro de 1982. Fui ordenado sacerdote no dia 14 de dezembro de 1985. 
          Trabalhei nas Missões Populares, residindo em Tietê (SP), em 1986 e 1987; em Garanhuns (PE), de 1988 a 1996, fui coordenador da equipe missionária; de 1993 a 1995 fui conselheiro na Vice-Província de Recife-PE; 1996 a 2004, fui eleito superior vice-provincial da Vice-Província Redentorista Recife (PE); de 2002 a 2004, fui administrador paroquial na Paróquia de São Pedro em Caraúbas, Diocese de Campina Grande (PB); em 2005 fui nomeado reitor da casa de Teologia Inter-Provincial dos Missionários Redentoristas em Fortaleza. No dia 02 de Fevereiro de 2006 fui nomeado pelo Papa Bento XVI Bispo Auxiliar de Fortaleza, sendo ordenado na capital cearense no dia 17 de março do mesmo ano. 

Sobre sua transferência 
          É sempre uma surpresa, porque a preocupação maior no dia a dia não é quando vai ser transferido, mas o trabalho pelo Reino. Na Igreja o padre e o bispo são missionários a serviço do Evangelho. Tenho falado por aqui que só mudo de quarto, a casa é a mesma. Em carta escrita à nunciatura aceitando o pedido escrevi: acolho a nomeação como um servidor da Igreja, confiando que a bondade e a graça de Deus não hão de me faltar nesta nova missão. 

Sobre o trabalho como bispo da nova diocese 
          O bispo não é pastor de uma diocese sozinho. Os padres, religiosos e religiosas, os leigos são colaboradores no ministério episcopal. Conto ainda com os irmãos bispos do Regional NE 2. Juntos, abertos à voz do Espírito, saberemos discernir os caminhos de Deus. Tenho consciência de que já existe uma Igreja viva, atuante, presente nas diversas realidades da diocese. Cabe àquele que chega, conhecer, somar, animar uma missão que não começa agora, mas que já tem uma caminhada de 93 anos de história. 

Sobre a missão da Igreja nos tempos atuais 
          Gosto muito do que fala o Concílio Vaticano II, no decreto Apostolicam actuositatem: "A missão da Igreja não consiste só em levar aos homens a mensagem de Cristo e sua graça, senão também em penetrar do espírito evangélico as realidades temporais e aperfeiçoá-las". Parafraseando a Evangelii Nuntiandi, números 14 e 80, digo que a missão da Igreja é evangelizar sob ação do Espírito Santo, com alegria, mesmo entre lágrimas, pois evangelizar constitui a graça e vocação própria da Igreja, sua identidade mais profunda. 

Sobre as questões sociais 
          Creio que a Igreja tem contribuído muito nas questões sociais, pois como diz o Papa Bento XVI na Carta Encíclica Deus Caritas Est, nº 25, “Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, expressão irrenunciável da própria essência”. 
          A Igreja sempre se coloca nas fronteiras da evangelização no mundo dos pobres e marginalizados.    Hoje, como no tempo de Jesus, as multidões pobres estão “cansadas e abatidas como ovelhas sem pastor”. Esta vocação de fronteira da igreja, sobretudo na atuação da Cáritas e das Pastorais Sociais, está presente no trabalho da CPT que se coloca junto dos que são expulsos com violência de suas terras, do CIMI quando se ergue em defesa dos indígenas. Esta mesma vocação de fronteira aparece hoje nas pastorais voltadas para as novas camadas marginalizadas do mundo urbano: a Pastoral Mulher Marginalizada, do Menor, da HIV/Aids, dos Migrantes e outras. 
           Ressalto , ainda, as Campanhas da Fraternidade que, ao longo de décadas, vêm levando a sociedade a discussões de assuntos relevantes para o bem comum, seja na preservação do meio ambiente, seja na questão da violência, da saúde publica, etc. Assuntos como o tráfico de seres humanos, trabalho escravo, migrações , a situação da população de rua e outros semelhantes estão, hoje, no coração da Igreja cuja grande colaboração, acredito, é, à luz da Palavra de Deus, anunciar que Ele é Pai de todos e que violar a vida humana, da sua concepção à morte, é ferir o coração de Deus. 

Sobre o Deus de sua fé 
          Acredito no Deus amoroso, compassivo e misericordioso. É por isso que escolhi como lema de meu episcopado “Deus é Amor”. Esse Deus, como lembra Santo Afonso, fundador dos Missionários Redentoristas, em seus escritos, é um Deus dos contrastes que em Jesus vem cativar irresistível e livremente cada um de nós. O Verbo feito carne, o grande feito pequeno, o senhor convertido em escravo, o forte feito frágil, o rico feito pobre, o excelso humilhado. 

Miguel Brandão
Arquidiocese de Fortaleza
 
Fonte: www.arquidiocesedefortaleza.com.br

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