O SENTIDO DO JEJUM E DA ABSTINÊNCIA DE CARNE NA SEMANA SANTA

          
             Atualmente há só dois dias de abstinência de carne e jejum, a saber: a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa. 
        A obrigação de jejuar vai desde os dezoito anos completos até os cinqüenta e nove completos. Quanto à abstinência, começa aos quatorze anos e vai até o fim da vida.
Nos dias de jejum pode-se tomar uma refeição completa; antigamente isto era feito no fim do dia; atualmente, ao meio dia. Além do que, é lícito comer alguma coisa duas outras vezes por dia.
O fiel católico há de levar a sério à prática do jejum, evitando fazer dela mera formalidade - o que dependerá de compreensão mais profunda do valor do jejum. A prática do jejum, como também a oração, nos abrem para DEUS, para sua palavra e assim nos ajudam a sermos mais justos e solidários com os mais necessitados.

A abstinência de carne é observância freqüente nas religiões antigas. O Cristão a pratica por motivo de penitência e mortificação, pois a carne é considerada um alimento forte e excitante.
Por isto a fim de dominar as paixões desregradas, o Cristão se priva desse alimento.

Importa grandemente ao Cristão regrar sua alimentação de modo a não provocar indevidamente as paixões ou os impulsos da carne, mas obter o domínio do Espírito sobre a carne, a fim de possibilitar à adesão incondicional a DEUS na oração e na contemplação. (O Mensageiro de Santo Antônio nº 10)



O jejum e a abstinência de carne expressam a íntima relação existente entre os gestos externos de penitência, mudança de vida e conversão interior.
Jejuar e abster-se de carne, na afirmação do profeta Isaías, consiste em libertar os cativos, acabar com a opressão, dividir o pão com o pobre, hospedar o que não tem casa, vestir o nu.
O jejum deve ser expressão de renovação interior, de desprendimento e de liberdade face aos bens terrenos que dispõe à fraternidade e à solidariedade.
Na bíblia, o jejum é uma atitude de vigília e o alimento do qual as pessoas se privavam devia sempre ser repartido com os mais pobres. É bom incluir no jejum o domínio sobre as palavras e tudo o que em nossa vida é supérfluo.
Jejuar então, é privar-se de alimento destinando-o aos que passam fome e também atitude positiva de colaborar para superar o mecanismo que geram opressão e marginalização. Quem tem o suficiente é chamado a jejuar livremente, como ato de louvor a DEUS, destinando estes recursos aos irmãos sofredores.

Fonte: Diretório Litúrgico

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